quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um relato do uso da Rhodiola rosea (Fisioton)


 Há alguns dias, recebi o relato de um leitor do blog a respeito do uso da Rhodiola rosea. A Rhodiola é uma planta ártica que produz bonitas flores amarelas (daí, o nome "raiz de ouro). É conhecida por ter ação "adaptógena" e é o princípio ativo do medicamento fitoterápico Fisioton.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Uso do piracetam para estudar - perguntas


O post Minha experiência completa com o piracetam é o mais visualizado deste blog.

Nele, há um relato anônimo que retrata um suposto benefício do piracetam na comunicação verbal, com ganhos na habilidade de transmitir ideias (algo como maior "lábia" com as palavras); além de efeitos positivos na compreensão de textos  na memória.

Muitos leitores fizeram questionamentos sobre o assunto. Decidi tentar responder às dúvidas que mais se repetiam num único post.

Mas, antes: eu não sou um médico e o uso de qualquer medicamento, inclusive o piracetam, deve ser prescrito por esse profissional. Vamos lá esclarecer as dúvidas:

sábado, 31 de dezembro de 2016

8 drogas que aumentam a memória comprovadas pela ciência

Ampliar a memória de pessoas saudáveis não é ficção científica. Conheça os medicamentos e suplementos que aumentam a memória

As conexões neuronais mudam constantemente
Vou contar para você algo fantástico sobre o seu cérebro. Tudo aquilo que você faz, a que você presta atenção e tudo o que você pensa altera a estrutura a e a função do seu cérebro. Há apenas algumas décadas os neurocientistas acreditavam que os seus miolos eram inflexíveis como aço inox. Hoje se sabe que a história é bem diferente: sabe-se que o cérebro é bem maleável.

Descobriu-se a neuroplasticidade. De acordo com as atividades e informações a qual é submetido, o cérebro faz ou desfaz as suas conexões neuronais. Isso significa que, depois de ler esses dois parágrafos, o seu cérebro já não é mais o mesmo. E não será mais o mesmo após você ler esse texto.

Essa incrível capacidade do cérebro de remodelar as teias de conexões neuronais é a base do aprendizado e da memória. Durante o aprendizado - ou seja, quando adquirimos novos conhecimentos sobre o mundo - os neurônios modificam suas estruturas e as suas conexões.

Desculpe o transtorno. Estamos em manutenção permanente para melhor atendê-lo

Ao estudar para uma prova, por exemplo, você cria um circuito neuronal específico para aquele conteúdo que você viu. Essas informações podem ficar só por um tempo na memória de curto prazo. Aí está a glória de revisar. Quando você submete o seu cérebro novamente às mesmas informações, você fortalece as conexões daquele mesmo circuito de neurônios. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

SAMe: o antidepressivo do futuro?

ATENÇÃO: não se automedique, nem pare de tomar seus medicamentos sem aconselhamento médico. Não me responsabilizo pelo mau uso das informações desse artigo, nem asseguro que elas sejam totalmente precisas.


De uns tempos para cá, noto que tenho recebido muitos comentários aqui no blog de pessoas que relatam o uso de medicamentos antidepressivos. Coincidência? Creio que não. Não é uma grande surpresa que os pacientes com depressão tenham certo interesse por nootrópicos. 

Digo isso porque a depressão maior afeta a mente de muitas formas. É bem verdade que os problemas de humor e de motivação são os que mais recebem atenção clínica. Mas pacientes com depressão lutam em outra frente de batalha: dos problemas cognitivos. Infelizmente, esse flanco não é tão digno de cuidados médicos.

Os sintomas cognitivos da depressão maior são muito debilitantes, com grande potencial para o prejuízo na vida acadêmica e profissional. Muitas vezes, pacientes com depressão possuem déficits na função executiva - o que envolve dificuldades de ignorar distrações, problemas na capacidade de concentração e indecisão - e comprometimento da memória.

O pior: alguns relatos na literatura dão conta de que os problemas cognitivos permanecem mesmo com a redução dos sintomas e a recuperação.

O lado negro do tratamento da depressão


Os medicamentos antidepressivos hoje em uso não garantem a melhora dos sintomas da depressão

sábado, 26 de novembro de 2016

Como aumentar os níveis de dopamina - parte 1

Alguns suplementos e nootrópicos são capazes de aumentar a dopamina. Conheça as funções e os reais efeitos desse neurotransmissor




Se você, caro leitor, está me lendo agora, então - muito obviamente - você quer turbinar os seus níveis de dopamina. Não se preocupe: essa série de artigos cumpre o que o título promete. Eu lhe contarei as artimanhas químicas de como deixar esse neuroquímico nas alturas (embora, fique claro, para fins de conhecimento científico).

Mas, respire fundo, pegue um cafezinho e volte à leitura do blog. Antes de papearmos sobre como aumentar a dopamina, é do seu melhor interesse entender quais são os reais efeitos da dopamina (será que você realmente sabe?). Parece bobo. Mas é que proliferam-se os conceitos errados que se tem sobre esse mensageiro químico. Então, vamos conhecer aquilo com o que estamos lidando.

domingo, 5 de junho de 2016

Respondendo aos céticos sobre nootrópicos: um manual

Afirmar que não existem estudos que fundamentem o uso de nootrópicos em pessoas saudáveis é ignorar anos de Ciência. Clique aqui para ler mais.

Não tem novidade nenhuma aqui. Dizer a alguém que você tem interesse em nootrópicos – ou outras intervenções que visam melhorar a capacidade cognitiva – sempre traz à tona respostas prontas e pensamentos  de quem nunca pesquisou a respeito do tema, mas quer, mesmo assim, opinar com aparente bom senso.

Uma reportagem de TV –  como a que foi ao ar no Fantástico (TV Globo) de hoje – com menos de meia hora de duração e voltada às massas certamente ajuda a popularizar o tema. Só que não necessariamente enriquece o debate racional escorado em evidências científicas o sobre os nootrópicos, podendo embaralhar conceitos e confundir as pessoas.

Para responder os questionamentos e confusões comuns sobre o tema, embarquei na ideia do excelente website Smart Drugs Smarts e elaborei um “manual” de como debater com os céticos. Eu espero esclarecer alguns conceitos e injetar certos conhecimentos que são fundamentais para qualquer conversa inteligente sobre os nootrópicos. A edição é do excelente designer gráfico Thauan Mendes (clique para conferir seu trabalho).











Quer saber mais? Confira meu e-book!


Certamente, vale a pena se aprofundar nos nootrópicos e nas intervenções capazes de aumentar a cognição. O propósito dos nootrópicos é preservar o cérebro e, ao mesmo tempo, a depender da substância, melhorar funções como concentração, memória, aprendizagem, raciocínio, resolução de problemas, planejamento, fadiga, motivação e bem-estar.

Eu investigo - em textos científicos e por meio de experiências pessoais - a eficiência e a segurança dos nootrópicos, no meu e-book, o Turbine Seu Cérebro. Os vários nutrientes que são fundamentais para o bom funcionamento do cérebro também são discutidos.

Além de lhe oferecer as minhas experiências pessoais com os nootrópicos, eu também mostro os vereditos da ciência sobre 16 nootrópicos: como eles atuam no cérebro e em que situações eles são úteis. Tudo isso numa linguagem muito agradável e de fácil entendimento.

Clique aqui para saber mais sobre o e-book.

A ciência que respalda os nootrópicos e que a TV Globo não mostrou

Dizer que não existem estudos comprovando a eficiência dos nootrópicos em humanos saudáveis é emitir um auto-atestado de ignorância. Não há prova científica? Aqui está a prova!

Uma equipe do Fantástico, da TV Globo, foi prestigiada com o Prêmio Roche de Jornalismo, em 2015. Por causa de uma série de reportagens investigativas sobre o câncer de mama, o doutor Drauzio Varella e a jornalista Luciana Osório foram agraciados com um diploma como reconhecimento do trabalho sério e do material bem documentado que eles haviam produzido.

Luciana Osório é a mesma jornalista que assina a reportagem especial do Fantástico que foi ao ar no domingo, 5 – a que falou sobre os nootrópicos. Em uma entrevista ao Roche, a jornalista defendeu que “nas reportagens sobre os temas de saúde, a informação científica é a base que deve sustentar qualquer narrativa jornalística – independente do público que desejamos atingir”.

Trata-se de um excelente princípio a se seguir! Infelizmente (e ironicamente), na reportagem produzida por Luciana no domingo, assisti à um excesso de visões ortodoxas, lugares-comum, vozes de quem não se deu ao trabalho de analisar os artigos científicos e ensaios clínicos disponíveis em bancos de dados on-line antes de opinar sobre um tema em rede nacional. 

De tudo, a narrativa jornalística de Luciana Osório foi pobre em ciência - mesmo que contando com o suporte de "autoridades" de cabelo branco e vestidas em um jaleco -, mas rica em erros fatuais. Também foi enviesada pelo status quo (entenda), embaralhou conceitos sem relação e jamais citou o nome de um único nootrópico. 

A matéria confundiu suplementos que faziam propaganda enganosa com nootrópicos (Genius X e nootrópicos dá no mesmo, né?). E ainda concluiu com um pedido para que fizéssemos como nossos bisavós - pois, obviamente, o conhecimento da ciência não avançou nas últimas gerações. Estudar, trabalhar, se esforçar foram colocados como oposição aos nootrópicos - como se os universos fossem opostos e não se complementassem.

O trabalho da jornalista pode até ser bem-intencionado – mas fez tamanho desserviço ao debate racional e guiado pela ciência sobre o tema que poderia muito bem não ter ido ao ar. Como recém-aprovado em Medicina, é um choque ver a aparente ignorância transparecida pelas "autoridades" que foram consultadas para falar sobre os nootrópicos no Fantástico. 

Eles mostraram profundo desprezo por uma coleção de ensaios clínicos, duplo-cego, controlados por placebo, que enfrentaram o escrutínio da revisão paritária (ufa) - facilmente acessíveis pelo Google Acadêmico - e que concluíam: nootrópicos funcionam. Em pessoas saudáveis. Sem déficits cognitivos. 

Como a própria Luciana disse, mesmo que o público seja massificado, a ciência não deve faltar. Faltou. Não só faltou, foi ignorada por "autoridades" aparentemente desatualizadas e, pior -  sem tino para pesquisa (o que seria mínimo esperado para falar sobre o assunto)! 

Diante desse cenário, resta ao humilde autor desse blog desenhar uma longa lista (embora longe de completa e exaustiva) de estudos científicos que respaldam a eficiência dos nootrópicos. Há uma robusteza de estudos em células de cultura e em animais. Foquei nos estudos sobre nootrópicos em humanos saudáveis - aqueles estudos que "não existem", segundo as fontes consultadas pelo Fantástico. Temos muito a avançar quando o assunto é promover o debate científico racional no Brasil. 

O que a ciência diz sobre o piracetam
O piracetam é um medicamento utilizado hoje no Brasil para tratar distúrbios de atenção e de memória de diferentes causas - como o envelhecimento. A ciência, em ocasiões diversas, reiterou que os efeitos do piracetam ocorrem mesmo em indivíduos saudáveis; já performando no auge de suas capacidades cognitivas. Confira o meu livro aqui para ler minha experiência e estudos científicos sobre as ações do piracetam.