Há alguns dias, recebi o relato de um leitor do blog a respeito do uso da Rhodiola rosea. A Rhodiola é uma planta ártica que produz bonitas flores amarelas (daí, o nome "raiz de ouro). É conhecida por ter ação "adaptógena" e é o princípio ativo do medicamento fitoterápico Fisioton.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Um relato do uso da Rhodiola rosea (Fisioton)
Há alguns dias, recebi o relato de um leitor do blog a respeito do uso da Rhodiola rosea. A Rhodiola é uma planta ártica que produz bonitas flores amarelas (daí, o nome "raiz de ouro). É conhecida por ter ação "adaptógena" e é o princípio ativo do medicamento fitoterápico Fisioton.
domingo, 5 de junho de 2016
Respondendo aos céticos sobre nootrópicos: um manual
Afirmar que não existem estudos que fundamentem o uso de nootrópicos em pessoas saudáveis é ignorar anos de Ciência. Clique aqui para ler mais.
Não
tem novidade nenhuma aqui. Dizer a alguém que você tem interesse em nootrópicos
– ou outras intervenções que visam melhorar a capacidade cognitiva – sempre
traz à tona respostas prontas e pensamentos de quem nunca pesquisou a respeito do tema, mas
quer, mesmo assim, opinar com aparente bom senso.
Uma
reportagem de TV – como a que foi ao ar
no Fantástico (TV Globo) de hoje – com menos de meia hora de duração e voltada
às massas certamente ajuda a popularizar o tema. Só que não necessariamente enriquece o
debate racional escorado em evidências científicas o sobre os nootrópicos, podendo embaralhar conceitos e confundir as pessoas.
Para
responder os questionamentos e confusões comuns sobre o tema, embarquei na
ideia do excelente website Smart Drugs Smarts e elaborei um “manual” de como debater com os céticos. Eu espero
esclarecer alguns conceitos e injetar certos conhecimentos que são fundamentais
para qualquer conversa inteligente sobre os nootrópicos. A edição é do excelente designer gráfico Thauan Mendes (clique para conferir seu trabalho).
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Certamente, vale a pena se aprofundar nos nootrópicos e nas intervenções capazes de aumentar a cognição. O propósito dos nootrópicos é preservar o cérebro e, ao mesmo tempo, a depender da substância, melhorar funções como concentração, memória, aprendizagem, raciocínio, resolução de problemas, planejamento, fadiga, motivação e bem-estar.
Eu investigo - em textos científicos e por meio de experiências pessoais - a eficiência e a segurança dos nootrópicos, no meu e-book, o Turbine Seu Cérebro. Os vários nutrientes que são fundamentais para o bom funcionamento do cérebro também são discutidos.
Eu investigo - em textos científicos e por meio de experiências pessoais - a eficiência e a segurança dos nootrópicos, no meu e-book, o Turbine Seu Cérebro. Os vários nutrientes que são fundamentais para o bom funcionamento do cérebro também são discutidos.
Além de lhe oferecer as minhas experiências pessoais com os nootrópicos, eu também mostro os vereditos da ciência sobre 16 nootrópicos: como eles atuam no cérebro e em que situações eles são úteis. Tudo isso numa linguagem muito agradável e de fácil entendimento.
Clique aqui para saber mais sobre o e-book.
A ciência que respalda os nootrópicos e que a TV Globo não mostrou
Dizer que não existem estudos comprovando a eficiência dos nootrópicos em humanos saudáveis é emitir um auto-atestado de ignorância. Não há prova científica? Aqui está a prova!
Uma equipe do Fantástico, da TV Globo, foi prestigiada com o Prêmio Roche de Jornalismo, em 2015. Por causa de uma série de reportagens investigativas sobre o câncer de mama, o doutor Drauzio Varella e a jornalista Luciana Osório foram agraciados com um diploma como reconhecimento do trabalho sério e do material bem documentado que eles haviam produzido.
Uma equipe do Fantástico, da TV Globo, foi prestigiada com o Prêmio Roche de Jornalismo, em 2015. Por causa de uma série de reportagens investigativas sobre o câncer de mama, o doutor Drauzio Varella e a jornalista Luciana Osório foram agraciados com um diploma como reconhecimento do trabalho sério e do material bem documentado que eles haviam produzido.
Luciana
Osório é a mesma jornalista que assina a reportagem especial do Fantástico que foi ao ar no domingo, 5 – a que falou sobre os nootrópicos. Em uma entrevista ao Roche, a jornalista
defendeu que “nas reportagens sobre os temas de saúde, a informação científica
é a base que deve sustentar qualquer narrativa jornalística – independente do
público que desejamos atingir”.
Trata-se
de um excelente princípio a se seguir! Infelizmente (e ironicamente), na reportagem produzida por Luciana no domingo,
assisti à um excesso de visões ortodoxas, lugares-comum, vozes de quem não se deu ao trabalho
de analisar os artigos científicos e ensaios clínicos disponíveis em bancos de dados on-line antes de opinar sobre um tema em rede nacional.
De tudo, a narrativa jornalística de Luciana Osório foi pobre em ciência - mesmo que contando com o suporte de "autoridades" de cabelo branco e vestidas em um jaleco -, mas rica em erros fatuais. Também foi enviesada pelo status quo (entenda), embaralhou conceitos sem relação e jamais citou o nome de um único nootrópico.
A matéria confundiu suplementos que faziam propaganda enganosa com nootrópicos (Genius X e nootrópicos dá no mesmo, né?). E ainda concluiu com um pedido para que fizéssemos como nossos bisavós - pois, obviamente, o conhecimento da ciência não avançou nas últimas gerações. Estudar, trabalhar, se esforçar foram colocados como oposição aos nootrópicos - como se os universos fossem opostos e não se complementassem.
De tudo, a narrativa jornalística de Luciana Osório foi pobre em ciência - mesmo que contando com o suporte de "autoridades" de cabelo branco e vestidas em um jaleco -, mas rica em erros fatuais. Também foi enviesada pelo status quo (entenda), embaralhou conceitos sem relação e jamais citou o nome de um único nootrópico.
A matéria confundiu suplementos que faziam propaganda enganosa com nootrópicos (Genius X e nootrópicos dá no mesmo, né?). E ainda concluiu com um pedido para que fizéssemos como nossos bisavós - pois, obviamente, o conhecimento da ciência não avançou nas últimas gerações. Estudar, trabalhar, se esforçar foram colocados como oposição aos nootrópicos - como se os universos fossem opostos e não se complementassem.
Eles mostraram profundo desprezo por uma coleção de ensaios clínicos, duplo-cego, controlados por placebo, que enfrentaram o escrutínio da revisão paritária (ufa) - facilmente acessíveis pelo Google Acadêmico - e que concluíam: nootrópicos funcionam. Em pessoas saudáveis. Sem déficits cognitivos.
Como
a própria Luciana disse, mesmo que o público seja massificado, a ciência não
deve faltar. Faltou. Não só faltou, foi ignorada por "autoridades" aparentemente desatualizadas e, pior - sem tino para pesquisa (o que seria mínimo esperado para falar sobre o assunto)!
Diante desse cenário, resta ao humilde autor desse blog desenhar uma longa lista (embora longe de completa e exaustiva) de estudos científicos que respaldam a eficiência dos nootrópicos. Há uma robusteza de estudos em células de cultura e em animais. Foquei nos estudos sobre nootrópicos em humanos saudáveis - aqueles estudos que "não existem", segundo as fontes consultadas pelo Fantástico. Temos muito a avançar quando o assunto é promover o debate científico racional no Brasil.
Diante desse cenário, resta ao humilde autor desse blog desenhar uma longa lista (embora longe de completa e exaustiva) de estudos científicos que respaldam a eficiência dos nootrópicos. Há uma robusteza de estudos em células de cultura e em animais. Foquei nos estudos sobre nootrópicos em humanos saudáveis - aqueles estudos que "não existem", segundo as fontes consultadas pelo Fantástico. Temos muito a avançar quando o assunto é promover o debate científico racional no Brasil.
O que a ciência diz sobre o piracetam
O piracetam é um medicamento utilizado hoje no Brasil para tratar distúrbios de atenção e de memória de diferentes causas - como o envelhecimento. A ciência, em ocasiões diversas, reiterou que os efeitos do piracetam ocorrem mesmo em indivíduos saudáveis; já performando no auge de suas capacidades cognitivas. Confira o meu livro aqui para ler minha experiência e estudos científicos sobre as ações do piracetam.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Cognitus: novo nootrópico, à base de Bacopa monnieri, chega às farmácias
Sanofi e Herbarium firmam contrato para produção e comercialização de nootrópico
Até mesmo a Forbes - a mais conceituada revista de economia do mundo - está de olho nos nootrópicos. No dia 19 desse mês, o autor Mike Montgomery publicou um artigo a respeito do crescente mercado de otimizadores cognitivos nos EUA. "Nootrópicos serão um grande negócio em 2016", estipula Mike.
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| Imagem: peça publicitária |
Mike parece ter feito uma observação certeira. E não apenas sobre os EUA, mas também sobre o Brasil. É claro que o interesse verde e amarelo avança em passos bem mais lentos - mas as grandes empresas já querem abocanhar suas fatias nesse ramo nascente.
Prova disso é que "duas grandes" - a empresa farmacêutica Sanofi (que comercializava o piracetam) e o laboratório Herbarium - firmaram um contrato para a produção de um novo medicamento. Sob a marca "Cognitus", as duas levam às prateleiras das farmácias do Brasil o extrato da Bacopa monnieri.
Aumento da memória de trabalho
Bacopa. Nunca ouviu falar? Pois é uma erva que já é utilizada há vários séculos pela medicina tradicional para o melhoramento cognitivo. Mas foi só de uns anos para cá que a ciência ocidental moderna confirmou esse potencial terapêutico. São vários os estudos que chegaram à mesma conclusão: embora leve tempo para funcionar - de 4 a 6 semanas - a Bacopa monnieri aumenta confiavelmente a memória. É o efeito mais notável. Ela ainda favorece o raciocínio e otimiza a atenção.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
O Guia de Colina para Calouros (II)
Atenção: a suplementação de colina deve ser orientada por um nutricionista. Quanto ao uso de medicamentos, como o piracetam, deve ser orientado por um médico. Esse artigo tem apenas fins informativos.
Parte 2: é verdade que a combinação de colina e piracetam melhora o desempenho cognitivo?
Há certas combinações que parecem perfeitas. Romeu e Julieta e, se você não é de São Paulo, pizza com ketchup. Para entusiastas de nootrópicos, a colina - nutriente importante para o funcionamento cognitivo, como vimos na parte 1 - é a tampa e o famoso piracetam - medicamento que creem que melhoraria a memória e raciocínio - seria a panela.
Segundo o website do autointitulado "Instituto de Pesquisa de Melhoramento Cognitivo":
"Quando colina e piracetam são utilizados juntos, há um efeito sinérgico que causa uma melhora de memória maior do que a soma de cada um deles quando usados isoladamente.
Conhecemos uma pessoa que alega se sentir levemente agitada e deprimida se ela usar o piracetam por mais de uma semana sem um suplemento de colina. Esse sentimento é aliviado nela com uma única dose de colina. Pode ser que o piracetam faz com que a acetilcolina seja usada mais rapidamente e que a colina ajude a substituir esse importante neurotransmissor".
Isso é apenas "viagem" ou será que combinar esses dois agentes poderia produzir um efeito positivo na memória? Pacientes que foram prescritos piracetam precisam aumentar a ingestão de colina? É isso que vou analisar em detalhes nesse post.
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sexta-feira, 24 de julho de 2015
Usei meu cérebro como cobaia para 7 nootrópicos
Nootrópicos: o que eles são e o que eles não são
"O ser humano não vai esperar calmamente por milhões de anos até que a evolução o ofereça um cérebro melhor". Essa citação foi feita pelo químico romeno Corneliu Giurgea, que criou em 1964 o piracetam - o primeiro medicamento nootrópico sintético.
Até há pouco mais de um ano, eu também não sabia o que eram nootrópicos. Hoje, já não vivo sem eles. Essa palavra é desmembrada em outras duas: "noos" é mente, em grego e "trópico" vem de "trépein", que também em grego significa algo como atração por.
Os nootrópicos são, então, drogas (e aqui considero desde medicamentos sintéticos a extratos vegetais) que tem afinidade pelo cérebro. Só que mais que isso: para uma droga ser nootrópica, ela deve seguir alguns critérios.
Segundo o doutor Giurgea, o nootrópico deve melhorar a memória e o aprendizado, mas sem ter efeitos colaterais significativos ou causar dependência. Isso significa que as smart drugs como Ritalina, Venvanse e Stavigile ficam de fora da lista dos nootrópicos.
Os nootrópicos podem me deixar mais inteligente?
Parece bom demais para ser verdade? Não é irônico demais pensar que, usando a inteligência que a própria evolução nos deu, podemos ficar ainda mais inteligentes (e, com isso, driblar nossas limitações biológicas)? Será mesmo que os nootrópicos nos oferecem um "cérebro melhor", como dizia o químico que inventou o piracetam?
Minha experiência completa com o Piracetam - um relato
_________________________
O piracetam é capaz de afiar a memória e melhorar o raciocínio - prometiam cobaias humanas em fóruns. Decidi testá-lo.
Autoria anônima. O texto não constitui endosso ao uso do medicamento descrito. A automedicação apresenta riscos à saúde. Não se automedique
LEIA TAMBÉM: um dossiê sobre o piracetam
Uma mente saudável, você poderia dizer.
Em busca de um elixir mental
Mas não me dei por satisfeito. Passei a me questionar se havia algum jeito - farmacológico - de ampliar as minhas capacidades de raciocínio, concentração e memória - para além do "normal".
Sem a loucura de usar um medicamento controlado, como uma Ritalina da vida. Eu buscava um medicamento de fácil acesso e que apresentasse um bom perfil de segurança.
Parecia ficção científica. Afinal, se existisse mesmo um comprimido que fosse ao mesmo tempo relativamente seguro e eficiente em "aumentar a inteligência" ou coisa assim, ele deveria ser sucesso de vendas. E famoso.
Conhecendo os nootrópicos
Mesmo cético, eu decidi pesquisar pela Internet. Bingo! Descobri, em fóruns estrangeiros, uma legião de entusiastas por nootrópicos.
O nome soa estranho? É um termo para descrever substâncias das mais diversas que, supostamente, são capazes de aumentar a memória, clarear o raciocínio e beneficiar o cérebro.
O queridinho desses fóruns tinha nome: piracetam. É uma substância desenvolvida em laboratórios nos anos 60 - e que deu origem ao próprio termo "nootrópico" por suas propriedades. Hoje, é vendido em vários países, com indicação para distúrbios intelectuais.
Mas os usuários do piracetam pregavam que a droga deixava o cérebro saudável mais afiado. Websites informais sobre o tema engrossavam o coro: promessas de ajudar a manter a atenção, retenção e recordação de informações.
Os efeitos colaterais, quando a dosagem usual era respeitada, seriam raros e brandos, diziam.
Diante daquelas promessas de leigos, e por não ser um medicamento controlado, eu decidi experimentar o piracetam (e não indico que ninguém faça o mesmo sem aval médico).
A história do Piracetam: uma descoberta acidental que revolucionou a Neurologia

No entanto, aqueles que não sofrem de doenças neurodegenerativas acabam se interessando pelos nootrópicos, uma vez que eles anunciam a capacidade de melhorar a concentração, memória, percepção e até mesmo proteger o cérebro de danos químicos e físicos.
Para entender um pouco mais sobre os nootrópicos, é necessário voltar um pouco no tempo e visitar a Romênia do século XX. Foi lá que foi produzido o primeiro nootrópico, o Piracetam.
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