quinta-feira, 1 de março de 2018

Ritalina, Venvanse e Adderall: qual a diferença? E funcionam?

Afinal, estimulantes melhoram a inteligência? E qual a diferença entre eles?


Take Your Pills, da Netflix

Recentemente, a Netflix lançou o documentário Take your pills, que retrata o uso off-label (isto é, fora das indicações da bula) de vários medicamentos estimulantes. O filme mostra universitários e empresários usando drogas indicadas para Transtorno de Déficit de Atenção. Eles não tem o Transtorno - desejam melhorar a produtividade e a concentração.

Os medicamentos que são o centro da produção da Netflix - Ritalina, Venvanse e Adderall - provocam efeitos colaterais, especialmente cardiovasculares e o risco de dependência. Por isso, refogem à classificação tradicional de nootrópicos, que seriam, por definição, seguros e neuroprotetores.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O que tem de novo: sulbutiamina combate a fadiga na esclerose múltipla

Sulbutiamina é a promessa para pacientes que sofrem com cansaço incapacitante


Imagine você fazer uma caminhada de 30 quilômetros até o topo de uma colina, depois de dois dias sem dormir, carregando uma mochila cheia de pedras, no dia mais quente do ano. É assim que alguém que tem esclerose múltipla refere que se sente [1].

A esclerose múltipla é causada por uma reação inflamatória que destrói a mielina, capa gordurosa e protetora dos neurônios e que facilita a condução dos impulsos nervosos. É como arrancar a capa de fios elétricos. E a fadiga é o sintoma estrela da doença. Não qualquer fadiga: é uma exaustão que paralisa e escraviza.

sábado, 28 de outubro de 2017

O que tem de novo: oxiracetam protege o cérebro da falta de oxigênio


De alguns meses para cá, tem pipocado novos estudos avaliando a eficácia dos nootrópicos. O melhor de tudo: muitos deles em humanos. Algumas substâncias, embora muito usadas, ainda são bem obscuras quando lançamos um olhar puramente científico. 

O lançamento de novas publicações ajuda a aumentar a nossa confiança nos nootrópicos. Nesse e nos  próximos artigos, irei divulgar as pesquisas mais recentes e relevantes sobre melhoradores cognitivos. Quem está em foco hoje é o oxiracetam, primo mais novo do piracetam.

Artigo

Um estudo publicado em março desse ano levou homens (de 18 a 36 anos) das Forças Armadas da China a mais de 4000 metros acima do nível do mar. 20 deles usaram oxiracetam numa dosagem de 800 mg, 3 vezes ao dia, enquanto outros 20 não usaram nada. "Ok, Matheus, e qual o objetivo do cenário desse estudo ser no alto de uma montanha?".

sábado, 29 de julho de 2017

Cientistas descobrem que erva indiana aumenta a memória em 53%


Imagine se você conseguisse armazenar mais informações em seu cérebro. Se aquilo que você leu e estudou se consolidasse no seu "HD" mental - e você pudesse resgatar aqueles conhecimentos com grande facilidade? Aumentar de modo significativo a memória parece coisa de ficção científica. Mas há substâncias de fato capazes de fazer isso.

Uma delas é uma planta oriunda da Índia chamada Bacopa monnieri. Não trata-se de nenhum modismo: a Bacopa já é usada há séculos. Na medicina tradicional do Oriente, ela é chamada de Brahmi e há mais de 2000 anos é empregada para tratar sintomas cognitivos relacionados ao envelhecimento, como esquecimento, dificuldade de raciocínio e problemas de concentração.

Mas não é só isso: os orientais também usam a Bacopa como um tônico cerebral - para aumentar o intelecto mesmo em pessoas saudáveis. Conhecida como um "acelerador neuronal", reportagens da Índia contam que a Bacopa é usada pelo campeão de xadrez Vishwwanathan Anand e pelo primeiro-ministro indiano Inder K. Gujral.

"Basicamente, a Bacopa melhora a memória de modo substancional de seis a oito semanas", disse certa vez o então ministro indiano da Ciência e Tecnologia, Yogendra K. Alagh, que, brincando (ou não), "prescreveu" a Bacopa para todos os membros do parlamento.

O que diz a ciência

Mas será apenas um mito popular - uma planta folclórica capaz de deixá-lo mais "inteligente"? A ciência confirma, em inúmeros trabalhos, que a Bacopa monnieri de fato exerce efeito melhorador no desempenho do cérebro.

Um estudo bem recente, feito no ano passado, chama a atenção. Cientistas dos Estados Unidos  eda Índia avaliaram os efeitos do uso da Bacopa em estudantes de Medicina - um grupo avaliado no estudo como já dotado de "alto nível intelectual". Os estudantes foram divididos em dois grupos, aleatoriamente: um recebeu placebo e o outro 150 mg de Bacopa, duas vezes por dia (num total de 300 mg).

Antes de tudo, todos passaram por testes que avaliavam a memória, concentração e outros aspectos da cognição. Seis semanas depois, os dois grupos foram avaliados novamente. A pontuação em um teste neuropsicológico que exigia concentração e capacidade de inibir estímulos distratores melhorou de modo significativo com o uso da Bacopa. As análises estatísticas avaliaram que isso não foi por sorte ou acaso - ou seja, a Bacopa realmente produziu esse efeito.

Impressionante, não? Mas não é só isso: a Bacopa também produziu efeito substancial em testes de memória lógica. Nesse exame, uma narrativa era contada aos estudantes. Em seguida, eles tinham que relembrar os detalhes da história. O desempenho nessa tarefa foi significativamente maior após o uso da Bacopa - em média, os estudantes tiveram pontuação 53% maior.

Ou seja: a planta aumentou a capacidade de reter informações e recordá-las imediatamente (lembrança imediata). A capacidade de concentração e de aprendizado verbal foram ampliadas - mesmo nessas pessoas com funções cognitivas já bem elevadas. Novamente, o resultado alcança significância estatística - o que implica que não foi ao acaso e, sim, por ação da planta.

Onde comprar?
A Bacopa está disponível no Brasil com o nome de Cognitus, sob prescrição médica. Clique aqui para saber mais.

Aumente o poder do seu cérebro!


Além da Bacopa, existem muitas outras substâncias capazes de aumentar o poder do cérebro - elas são conhecidas como nootrópicos. Falo deles no meu livro digital, o Turbine Seu Cérebro.

O propósito dos nootrópicos é preservar e proteger o cérebro e, ao mesmo tempo, melhorar funções como concentração, memória, aprendizagem, raciocínio, resolução de problemas, planejamento, fadiga, motivação e bem-estar.

Eu investigo - tanto quanto à ciência quanto por meio de experiências pessoais - a eficiência e a segurança dos nootrópicos, no Turbine Seu Cérebro. Além de contar os efeitos que eu tive ao usar nootrópicos, eu também revelo se eles tem comprovação científica ou não. Tudo isso numa linguagem muito agradável e de fácil entendimento.

Além disso, é claro, hábitos de vida que influenciam a capacidade do seu cérebro - alimentação, exercício físico e qualidade de sono são abordados. Você poderá descobrir os vários nutrientes que são fundamentais para o bom funcionamento do cérebro.

Clique aqui para saber mais sobre o e-book e aprender a como turbinar o seu cérebro!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sunifiram: conheça a suposta droga da supermemória


A Darpa, agência de pesquisa ligada ao Exército dos EUA, investiga uma classe de drogas para aumentar a capacidade intelectual dos militares: as ampaquinas. Os estudos em animais dessas substâncias sugerem que elas são capazes de aumentar o foco, alerta e principalmente a capacidade de memorizar. São drogas da supermemória. Uma delas é o sunifiram.

O sunifiram é mais jovem que eu: ele foi sintetizado nos idos dos anos 2000 (de repente, me sinto idoso). Foi desenvolvido a partir do piracetam - outro nootrópico (para quem não sabe, nootrópico é uma substância capaz de proteger o cérebro e aprimorar a cognição). A propósito, tem aqui no blog mais sobre os racetams.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

5 calmantes naturais - suplementos e fitoterápicos que podem ter efeito ansiolítico

5 substâncias que, em algumas pesquisas, mostraram alguma utilidade para melhorar quadros de ansiedade - sem prejudicar as funções cognitivas


Sabe qual o medicamento controlado mais vendido no Brasil? Chama-se clonazepam - mais conhecido pelo nome de Rivotril, usado para tratar de distúrbios de ansiedade. Dizer que o consumo explodiu nos últimos anos seria amenizar a situação. Em 2007, vendia-se 29 mil caixas de Rivotril por ano. Em 2015, o número era de 23 milhões de caixas.

Estamos assistindo a uma banalização do uso de ansiolíticos como o Rivotril. São drogas muito fortes - que podem causar dependência e prejuízos ao cérebro. Que fique claro: não estou dizendo que tem algo errado em usar o Rivotril e medicamentos similares. 

Os benzodiazepínicos - classe da qual o Rivotril faz parte - podem trazer benefícios quando bem receitados e usados. No entanto, ele deveria ser visto como última opção de tratamento. Hoje, é prescrito inconscientemente e usado tal como M&Ms.

O uso de benzodiazepínicos (ou "benzos") não deveria ser em longo-prazo: a capacidade dessas drogas em causar dependência química é bem descrita na literatura científica (estudo). A abstinência pode ser um inferno.

Além disso, os benzos prejudicam tanto a memória de curto quanto de longo-prazo (estudo). Quando usuários de benzodiazepínicos há anos são comparados com não-usuários, descobre-se que aqueles que tomam o medicamento continuamente apresentam uma pior. capacidade de concentração (estudo). Pior: os efeitos são permanentes, mesmo quando a droga é retirada (estudo). 

As alternativas

terça-feira, 18 de abril de 2017

5 excelentes motivos para consumir a apigenina, o nootrópico da natureza

A camomila é fonte natural de apigenina
Você pode nunca ter ouvido falar antes na apigenina, a protagonista deste artigo. Contudo, certamente você já a consumiu. Essa substância - um nootrópico natural - está presente em muitos alimentos, entre eles o chá de camomila. Trata-se de um flavonoide, que é fruto do metabolismo da planta, a Matricaria recutita.

Apresento você à apigenina
Cientistas acreditam que a apigenina seja uma das maiores responsáveis pelas propriedades tranquilizantes da camomila. A apigenina nos deixa mais calmos porque ela consegue se ligar fortemente, no cérebro, aos mesmos locais que drogas como o Rivotril (clonazepam) se ligam.Você pode pensar nela como um benzodiazepínico natural.