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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Aniracetam: o que é, mecanismo, eficácia e efeitos colaterais

O que é o aniracetam?

O aniracetam é um fármaco considerado nootrópico:

"O aniracetam é membro da classe de drogas dos nootrópicos, que tem um possível efeito de melhorar a cognição", segundo uma descrição publicada no periódico Drugs&Aging.

Esse medicamento foi desenvolvido pela companhia farmacêutica Hoffmann-La Roche no fim dos anos 1970. O aniracetam é prescrito em alguns países europeus para tratar problemas de memória e atenção. No caso do Brasil, essa substância não é aprovada como medicamento. Em consulta no website da Anvisa, não há registro do aniracetam.

Comparação com o piracetam

Por sua estrutura molecular, o aniracetam (N-anisoil-2-pirrolidinona) é classificado como um racetam. Assemelha-se estruturalmente ao nootrópico piracetam, que é o protótipo dos racetams.

Uma diferença entre os dois é o que o aniracetam é mais solúvel em gorduras (lipossolúvel), diferente do piracetam, que é hidrossolúvel. Substâncias lipossolúveis atravessam barreiras biológicas com mais facilidade. Daí, especula-se que o aniracetam seja mais eficaz em penetrar no cérebro.

Ao menos em estudos em animais, "de modo consistente, o aniracetam mostrou-se consideravelmente mais potente que o (...) piracetam", segundo revisão de literatura publicada no Drug Investigation. 

Em camundongos, por exemplo, o aniracetam teve potência dez vezes maior que a do piracetam em corrigir déficits de memória e aprendizado causados por excesso de dióxido de carbono. Isso significa que doses menores de aniracetam foram necessárias para obter um efeito equivalente ao do piracetam.

Quais os efeitos do aniracetam no cérebro?

sábado, 16 de janeiro de 2016

Racetams à la carte: piracetam, aniracetam, oxiracetam e pramiracetam

ATENÇÃO: O piracetam possui fins terapêuticos no Brasil. Aniracetam, oxiracetam e pramiracetam não possuem registro na Anvisa. Qualquer um desses fármacos só deve ser utilizado - tanto comprado nacionalmente quanto importado - sob autorização e conhecimento de um médico, a fim de resguardar a sua própria saúde. Esse artigo tem somente fins informativos e de debate científico. E, é claro, a analogia gastronômica que embala o artigo serve apenas para entreter. Escolher "o melhor racetam" não é algo trivial quanto "você gosta mais de vinho tinto, branco ou rosé?"


No banquete de nootrópicos, é sempre a mesma pergunta que costuma vir à tona: qual é o melhor racetam? Não é para menos: a carta de racetams é tão, mas tão extensa, que nem o melhor sommelier do mundo se daria conta de citar - que dirá conhecer bem - todos que existem. Não estou exagerando.

Parece que, depois do desenvolvimento do progenitor - o piracetam, lá na década de 1960 - os cientistas desenvolveram o fetiche de criar qualquer molécula na qual eles pudessem colocar o sufixo racetam. Na verdade, pesquisadores dinamarqueses já fizeram a contabilidade dessa tara científica. Eles dizem que entre 1965 e 1992, foram 1666 racetams diferentes descritos na literatura.